Radiodance Opus.1: "Y Do Be?"

The Dancer Isadora Duncan e Nijinsky observam seus ouvidos nos olhos de Klimt que sente a presença de Utvolskaia e Debussy no mosaico do vestido de Pina. Radiodance Opus.01:"Y Do B?" parte da voz em si, da presença do verbo e da dança dos campos eletromagnéticos para compor um programa corporal de flexão sinestésica dos limites do corpo, suas escutas e seus gestos. Na inversão metafísica dos corpos (body=ydob), a representação dos choques da fisicalidade que gestam os sons, surge uma questão simples: por que insistimos na feitura do ser? Por que ainda acreditamos na atuação artística mesmo quando esta já não possui nenhuma potência de atualização do mundo? Pede-se ao ouvinte que preste máxima atenção ao seu corpo durante a audição e dance. Vozes auditas e inauditas: Veridiana Zurita, Julia Rocha, Daniel Fagundes, Daniela Dini, Gabriel Kolyniak, Guilherme do Vale, Chico Science, Frank Zappa, Key Sawao, Ricardo Iazzetta, Vivian Caccuri, Katherine Strandberg, entre outras.

Cassandra


Cantata com texto de Fabiane Borges do livro "Domínios do Demasiado". O que mais a gente pode fazer?

Simplexo {Corpinfesto Pânfago}

Ciberfonia plundêmica em metareciclagem.
Antropofagia
1.After knowing about download all of John Oswald's work available on his websites: http://www.plunderphonics.comhttp://www.pfony.com 2.Listen to everything 11 times in 2 days meanwhile reading his statements and interviews. 3.Edit a cyberphony with the plexoristic material added to the "Ode, Os Primaveris Cortes" as background. 4.Gather the imagery from the website and make a label. 5.Listen to the "Simplex" composition acquired in the step [3] 9 times meanwhile reading Oswald de Andrade's "Manifesto Antropofágico". 6.Transwrite it while listening to "Simplex" for at last 5 times. 7.Translate it on Babylon web translator to english. 8.Post it here and on the blog. 9.Write a thanking letter to John Oswald for his works.

Escuta Despejada na Orelha da Rua


Instalação sonora com gravações da rua. O Parangomonstro adentra o universo das pessoas que vivem na rua, suas dificuldades, estratégias de sobrevivência, problemas decorrentes, expectativas de vida, possibilidades de luta e transformação social.

Seixos


Remexendo os baús, Gaudí ergueu uma metareciclagem da bioarquitetura na escuta de Vik Muniz a respeito de Raul. Woody disse bem, ele disse um bom tempo atrás.

A Revolta da Carne

corpó
Labirinto Sonoro em três texturas sobre arquitetura de Hideki Matsui e Kurt Schwiters. Gravações do mercado de peixe de Highti, carnes, lâminas, cuica barítono. Tatsumi Hijikata dança a cidade de corpos vestindo parangolés enquanto procura por Hélio Oiticica, que nu afia os dedos de Adriana Varejão. 

Nervos e Músculos


Carnes e Peles

Apêndice
ParangoleGibasan


Cemitério de Baleias



Gravações das duas margens do Bósforo, da praia do Bonete em Ilha Bela e da respiração de Key Sawao deixada extremamente lenta, a percussão e a guitarra foram depois adicionadas
. Pollock vê a dança saltando em direção ao oblívio da escuta de Jacob Matham como e a exopangênese da terra. Um navio do tamanho do mar para o naufrágio que principia do fundo do oceano. Eu prefiriria não ouvir Melville. Eu nunca vi uma baleia mas as ouço o tempo todo, a terra é o cemitério do mar.


A Sereia canta sua ária enquanto cozinha sua cauda de peixe para o náufrago. Tudo o que vê no céu é o mar.

Sinema

Multimídiatecagem objetal. Larry Jordan num acontecimento sinestésico sob leitura espontânea do que se apresenta à escuta coletiva. Cria-se uma ambientação singularizada para a alteridade do inspaço – ele nunca será o mesmo por mais que conhecido; luminescência acontecimento; são ministrados cheiros, aromas harmônicos e saboeres aos participantes; panos rasgados, fios, tescituras & texturas podem ser usadas na deformação da aparência. Aonde não se sabe... Captação de estímulos na catalisação de sensações e potencialização do que acontece. Dispositivo-experiência, arte da queda no nonsense – escapidários de sentido. Subentende-se tudo de uma vez por todas, em infinitos estalos intermitantes... Não há controle – uma jornada caleidoscópica através dos afetos.

Polifonia Desgraçada

I{Prayer and Prey}I
animal interdito de cór, pó
cast{r}a sobrevipressora
indesejadequável insustemportável
queimará dutos em butas
árvore caída de joelhos

II{Peça}II
caleidotoit mon óx le coeurbeaur
sem linha de montagem em formaT de um perdidoíso
olhando os óleos soou ubi breu
devir gens ossídio, desperdício do descaso
gangue transfusa mênstruos coárgu rios

III{Sem Tabuleiro}III
por absurdo, Tempo, espinhos
sorvem taiças onde li cores que não nomearia
nem em numes ou lumes
te iro no pé e tom hei que jorrnar
entre bólido roto lá e espora de cá

IIII{El Ai Co.}IIII
quando dinamorama noitea
ou oisa que orvalha e a veste
entumesce a pele clorófila seiva
cidade silenciada em cada late
podem ouvir!

V{Gnoise}V
teus anjos riem embriagados
conosco oco asco, a garra faca
ró! mátula rompida às migas
cinzas brilho por toda a urbe
em leito leão ruvas férrimenta

VI{Láfora}VI
deitada na grama brisa sorri brasa grisa
autoritântopro, famíntglia
aterro com dincheiro, covalta
vinhas de lábias úmidas feitas auréolas
pó absolurdo, és passo e perde-na

VII{Violino Compressor}VII
um só pão e farbeação largo de sangue
para ali mentar à ávida ave de rapina
há alguém fedendo no coletivo
será o mendigo fílico no centro da nave ou o padre executiv à porta?
se entreolham as gengivas o corpo sorrindo

VIII{Poeste}VIII
sete mil trezentos e doze pombos defecantes em queda livre
é nas fossas ao limo que se sonha
em cartiveiros do confrorto só se domen
insones e sonâmbulos de mãos dados
mú sick vibrórgão de controle do pasto

VIIII{All rite!}VIIII
erguendo muros à sua margem
sem mel e lanças à máiscara
teleociliam os degraus de gen, o sítio
distendido em veneno e veneno
ou troço féu a trofia

X{Miss A}X
pia da noscente não tem'm, mais traças
batina de gola para todos no coro
ante o bafo, bufo ria
torrentes de baby beefs, catacombes sob os mosteiros
laicifício, o que dá o que come, sacrócio

XI{Ascese ao Ascéptico}XI
serpente precede à escala anterior à queda
lítio urgia pragma ungida em chofre
rastejado por dez esfinges de nomes santos
e normes genitálias com faces de mônios
tudo por ídolos da hera dormena

XI{Ascese ao Ascéptico}XI
quando a pedra estava irg'rija
vai da dívia o enclausuramanto
ecolatri{n}a das chaves e maldicção dos umbrais
me séria através das fhomens, p’hortas de daninhas
pass no burosuicraticídio

XII{O Transbordamento da Seca}XII
a causa chuva se em foco
em vésperas de viagem com a lama por l’ímpar
enxame de moscas brancas rompendo as redes
dodes{a}tin prosaico corrupmér
onde se parem cem maçãs por estigma

XIII{Marcha Ré que End}XIII}
são os lábios que nó cruzamento de olhares
se desnudem gargulanta cortina crepúsculo vox
agora com a abóbada coronária aberta
fende também o peito retorcido, nasce anlux
não pecando por medo da fraqueza de sermos humildes


{Pausa de treze compassos e finalizam todos em uníssono}
igns index ignor, mas tentamos... tentamos...

Anonetune {Pneumobaphomet}

Gravações de um botijão de gás que servem de base para performance sonora pneumática. Klossowski fuma um cigarro na sauna com Santa Teresa na orelha de Goya pintada por Alex Grey.

A Via do Gato no Ano do Rato

Gravações de gatos e um cravo (destemperado) abandonado no museu surrealista para uma trilha sonora. Karen Mahony observava as orelhas da loba de Svankmajer, Luna.

Das Partes Antigas


Partes de "Parte Aparte" & "Sos Anticos" dos Cantores de Sardinia e gravações do templo de Pallas e da capela das Metamorfoses. Fotos do que restou de das ruínas de Athenas em Atenas. Gedhalia Tazártes ouvindo Veridiana Zurita e Tim Lehmarch. 

cor em pó esculpido
nós
esfacelados a pedra
movimento estático
memória marmórea
pressente o mrito hist'ria
deuses mancos
improvisando catárses
suspensão fractal d'ástrofe
rachadura face da deformação
tempo material
disse a pedra o ouro a sós

Prousit!

“As pessoas querem aprender a nadar e ter um pé no chão ao mesmo tempo.” - Marcel Proust(1871-1922)


 Liqüifonia em três copas. Esboço para um libretto e série de 11 pequenos soundscapes, feito sob encomenda de Anna Maria Kieffer. Os demônios de Joyce intervindo na ascensão de Proust ao céu. Acabamos por enveredar por caminhos outros na pesquisa e o libretto fica disponível a quem possa interessar.

Nós,Fera+Tu

Meditação sobre a escuta de Murnau em retrilha sonora do filme Nosferatu.Para áudio sincronizado, dê play no video e no audio ao mesmo tempo e tire o som do vídeo.

FRNZKFK080908

Play both at the same time | Toque ambos ao mesmo tempo
Videoinstalação para filas(principalmente de repartições públicas.) Dois vídeos em loop dessincronizado criam uma composição fractal interior/exterior. Kafka esquece seu nome desperta ao lado de Charlie Parker na escuta de Glauber Rocha.

Radial [São Paulo]



Orson Wells discute a radiação sonora como a composição musical de uma alteração nos modos de escuta com Luc Ferrari, Antonin Artaud ri das harmonias contextuais ao ouvir Buster Keaton interpretar Ezra Pound. Através de visitas agendadas a uma gama de estações de rádio (estatais, comerciais, comunitárias, livres, piratas, virtuais) na cidade de São Paulo, adquirir material sonoro dos momentos fora do ar das emissoras para a criação de uma composição de aproximadamente uma hora de duração para a exposição de museu Oidaradio. As pessoas contactadas neste processo são convidadas a participar ativamente do projeto, em discussões e na apresentação no Paço das Artes. O material total somou mais de 50 horas de duração capturado e editado em duas semanas.
Os processos de globalização da radiodifusão somados à crescente intermediação do contato sonoro cria uma inversão nos modos de escuta urbanos, a saber: a escuta global (telenotícias, parada de sucessos unificado da escuta infantilizadora massificada e seus enraizamentos hype e cool, historiografia dos compositores, etc.) se regimenta como um controle imanente das formas de uso do tempo e de encontro local tanto de escutas como de atuações musicais(ritualização musical do tempo, criação coletiva intempestiva como em rodas de samba e demais sessões de jam, escuta ambiental, etc.)
Através do duplo movimento de cartografia das variantes modais de radiodifusão urbana e performance de enredamento da escuta ambiental coletiva local, cria-se uma harmonia contextual que mais que documentar um período musical histórico, o recria na forma de uma composição que possibilita a conexão de diversos expoentes da radiodifusão física e subjetivamente.

A Maldição de Ford


teu carro tão caro não se move
tua argos tão muda não se muda
a roda é só outra engrenagem
nesta linha de montagem
eis a maldição de Ford

Sinfonia executada por Fagus e Sua Orquestra para automóveis com textos extraídos desta escuta, principalmente: "Os Últimos Cânticos Oníricos" e "Anatomia do Olvido". Ford dirige a dança metálica da combustão dos ruídos às escutas aparelhadas.

Dois Pontos


A Cíberfonia #2[:DoisPontos..] é um dispositivo electroacústico de síntese arquetípica criado a partir de desdobramentos desenvolvidos na Cíberfonia #01{TRANSTORNO}. Programado em HTML, lida com o limite do cálculo logarítmico e o erro maquínico como recursos poiéticos(transfi). Larry Jordan e Max Earsnt escutam o sonho da máquina.
7 MESES de trabalho(7horas/dia) em um computador averatec 1.59Ghz, 496RAM, 40Gb de disco rígido, placa de som onboard: 10.297 IMAGENS recolhidas da internet. Sintetizadas em 623 ÍCONES entre 16x16 e 800x600pixels. Formando 70 PÁGINAS mapeadas com interconexões entre si. Onde se sobrepuseram 74 POEMAS E ENSAIOS do compositor e 506 CITAÇÕES textuais. Obtida assim 1 PARTITURA onde foram dispostos 1.001 SONS WAV e 101 MIDI de 2 segundos a 2 minutos a serem disparados pela navegação em múltiplas janelas, uma delas sendo capturada e projetada. Os arquivos somam 812Mb. Nesta gravação foram usadas duas janelas, que se podem ver devido à edição de vídeo posterior. Esta é uma obra offline que demanda a presença do compositor para a transcriação(tradução poiética) do material.

Iemanjá no Corcovado do Inferno Plástico


Gravar produtos de plástico vendidos em camelôs. Carlos Oswald e Niemeyer fazem uma imagem de Iemanjá com todo o plástico que forma o vórtex de lixo no oceano pacífico em escala de 1,2x1 e dispem-na no morro do Corcovado atrás do Cristo Redentor no Rio de Janeiro imaginário da escuta de Verger e Caribé. Os Modernistas Pontos de Exú devem ser marcados nas catracas que dão acesso às escadas rolantes. Uma kitschfonia (opereta giocosa segundo Amadeus) onde o gesto (Berio) de formulação plástica da obra (o fogo afinando as cordas segundo Smeták) de arte sonora é deslindada em sete planos(Branca) de movimentos descendentes [ holístico, monódico, átmico, piritual, mental, astral & físico ] em direção ao cerne da Comédia. Assim como Dante(Palestrina Sepultura) fora acompanhado por Virgílio, seremos nós sob o nome fictício acompanhados por Stockhausen(Flo Menezes), incorporado desde a estrela Sirius na figura de Miguel Cão Exu das Resinas, para fazer esta travessia além do bem e do mal no divertido universo da música.