Mostrando postagens com marcador arythmos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arythmos. Mostrar todas as postagens

Tempest عاصفة


Gravações de mares, máquinas e canções sobre tempestades abandonadas em naus piratas até que cristalizassem em neve. Stürm ünd drung.  Lá existe Turner. Olhando seus quadros, compreende-se o que quer dizer atravessar a parede e, no entanto, ficar, fazer passar fluxos que já não se sabe se nos levam para além ou se já retornam sobre nós, arcaismos que têm uma função moderna. A tela se aprofunda em si mesma, está aberta por um buraco, um lago, uma chama, um ciclone, uma explosão. A tela é verdadeiramente rompida, fendida pelo que a atravessa: sobrenada apenas um fundo de nevoeiro e de ouro, intenso, intensivo, atravessado em profundidade pelo que vem fendê-lo na sua largura: a esquiza. Tudo se embaralha e é aí que se produz a abertura ( não o desmoronamento).

Água Fátua







Gravações do mar de Athenas e da Baía de Paranaguá e colagens com "La Mér" de Claude Debussy, "Como Una Ola de Fuerza Y Luz" de Luigi Nono, "O Mar do Níger" de Almeida Prado, "Água de Beber" de Baden Powell. Trilha para o filme "Amor Fati" de Marcelo Munhoz. Fati amor.


Plano Inclinado



Trilha sonora para a dança site specific "Plano Inclinado" da cia. Vitrola Quântica no CCSP. Ao final da composição ser tocada, mil e uma bolas de gude são derrubadas na rampa. Gravações de bolas de gude e água em rampas, síntese em hípershepard.
Observai tais animais lógicos
em seus abraços formais
ocultam metais em seus sangues
e cálculos oblíquo dos poros
se entranham ao detoque
in vertem-se juntos
à decadencia do plano
inclinado à consistência da rupção
que gresta a descendência
diagonia do geotema infimétrico
quando, desgarrados
buscam ao abismo
onde atiram-se olhares
para que não vejam
a vertigem da vertigem
reverenciando morte
ou à esquiva, ou...
desejos galopantes
cinenumese patomática
e contra a gravidade dos fatos
descem ainda mais acima
distendendo o axioma
caídos de joelhos
ainda inconhecem
as exferas
aharmonia das
quedas
nos afeta
não saímos destes que só
nos expulsam
como se debatemos
as dimensões numa ram pa
ponte fractal que é
Atirem Galileo ao fogo das bruxas
ao calor de Deus e à flama da cidade
ao mesmo que ao número dos sóis
que nos obrigou ao desabrigo
chuva de mundos, contas gudes
cristais bolhas de sabão

o peso de olhar o tempo

Oper Ária


Sete gravações da reforma do Theatro Mvunicipal de São Paulo entre 2008 e 2010 e cantorias de um operário fazendo desde o baixo até o soprano em falsete. O operário se olha no espelho e vê atrás de si o patrão, passa a ouvir muitas vozes sairem de sua boca.

Antropogéia



Gravações de comunidades mundo afora. Estudos realizados para a trilha sonora do Video Mapping (http://www.youtube.com/watch?v=s-knHHTQaI4) realizado pelo coletivo Bijari para o lançamento da série Planeta Humano da BBC no Discovery Channel Brasil ocorrido no MASP. Heterotopias da escuta, anonimato da música.

Igitur nas Escadas com Jacó


Sínteses da escala de shepard em composição fractal. Mandelbrot ouvindo Mallarmé ouvindo Blake ouvindo Bosch ouvindo Ligeti ouvindo Jacó ouvindo a escada de cobras.


Ancienne étude

QUAND les souffles de ses ancêtres veulent souffler la bougie, (grâce à laquelle peut-être subsistent les caractères du grimoire) — il dit “Pas encore !” 

Lui-même à la fin, quand les bruits auront disparu, tirera une preuve de quelque chose de grand (pas d’astres ? le hasard annulé ?) de ce simple fait qu’il peut causer l’ombre en soufflant sur la lumière — Puis — comme il aura parlé selon l’absolu — qui nie l’immortalité, l’absolu existera en dehors — lune, au- dessus du temps : et il soulèvera les rideaux, en face. 

Igitur, tout enfant, lit son devoir à ses ancêtres.

Bionecroatômica


Estudo de biogeneratividade sônica sobre composição audiovisual de de Isao Hashimoto. Virus aplaudem Ariel batendo suas asas sobre a escuta do replicante na VALIS. Cristais no labirinto de Atlan lhe dizem da escuta biopunk de Rodolfo Caesar.

Tupy Phonogramm


Gravações de gramofones e vitrolas e trombone e trompete de Jazzsmetak com Rômulo Alexis, Daniel Avila e Riqtones em baixa rotação . O gramofone é um instrumento entre a família das tubas e trombones e a agulha de costura. "Take the record and eat it, if it's too hard to eat, throw it out of the window."

Memória de Um Outro Rio


Gravações do rio Pará durante o Submidialogia na cidade de Colares. Trilha sonora para o filme "Memória de Um Rio" de Vera Chaves Barcellos (sexto na lista de visualização do Circuitos Compartilhados). Goto ouvindo a rede de rios.

Fé Rida


Ouça as canções de louvor e recrie-as, batuque e fale nomes de santos que não existem com toda a fé que você tem até perceber a forma como ela condensa num ícone kitsch. Frida contempla Mehretu e ouve Grudjëf limpando a orelha de Crowley enquanto Blavatski toca tímpano.

Scineciclagem

O lixo da cidade é recolhido e disposto na praça principal, a orquestra experimental é colocada com dançarinos e performers acima desta. Berra-se: Somos o lixo! Faz-se oficinas com os catadores para que cantem.

O Silêncio de um Lixão

Quanto Tempo Cabe Num Homem?


Gravações de fogão em fogo baixo e lento, o tambor que Fukushima não quis por uma máquina, a escuta da respiração de Key e Zetta "Antes de Desistir", os sons do computador renderizando a trilha sonora de SÓS. Paul Auster escutando Skinner. A cera do ouvido de Masami Akita.

Entropicália


Sonorização com o Coletivo Bijari. Glauber ouvindo Caetano nos diamantes da escuta de Smeták.


A Revolta da Carne

corpó
Labirinto Sonoro em três texturas sobre arquitetura de Hideki Matsui e Kurt Schwiters. Gravações do mercado de peixe de Highti, carnes, lâminas, cuica barítono. Tatsumi Hijikata dança a cidade de corpos vestindo parangolés enquanto procura por Hélio Oiticica, que nu afia os dedos de Adriana Varejão. 

Nervos e Músculos


Carnes e Peles

Apêndice
ParangoleGibasan


Polifonia Desgraçada

I{Prayer and Prey}I
animal interdito de cór, pó
cast{r}a sobrevipressora
indesejadequável insustemportável
queimará dutos em butas
árvore caída de joelhos

II{Peça}II
caleidotoit mon óx le coeurbeaur
sem linha de montagem em formaT de um perdidoíso
olhando os óleos soou ubi breu
devir gens ossídio, desperdício do descaso
gangue transfusa mênstruos coárgu rios

III{Sem Tabuleiro}III
por absurdo, Tempo, espinhos
sorvem taiças onde li cores que não nomearia
nem em numes ou lumes
te iro no pé e tom hei que jorrnar
entre bólido roto lá e espora de cá

IIII{El Ai Co.}IIII
quando dinamorama noitea
ou oisa que orvalha e a veste
entumesce a pele clorófila seiva
cidade silenciada em cada late
podem ouvir!

V{Gnoise}V
teus anjos riem embriagados
conosco oco asco, a garra faca
ró! mátula rompida às migas
cinzas brilho por toda a urbe
em leito leão ruvas férrimenta

VI{Láfora}VI
deitada na grama brisa sorri brasa grisa
autoritântopro, famíntglia
aterro com dincheiro, covalta
vinhas de lábias úmidas feitas auréolas
pó absolurdo, és passo e perde-na

VII{Violino Compressor}VII
um só pão e farbeação largo de sangue
para ali mentar à ávida ave de rapina
há alguém fedendo no coletivo
será o mendigo fílico no centro da nave ou o padre executiv à porta?
se entreolham as gengivas o corpo sorrindo

VIII{Poeste}VIII
sete mil trezentos e doze pombos defecantes em queda livre
é nas fossas ao limo que se sonha
em cartiveiros do confrorto só se domen
insones e sonâmbulos de mãos dados
mú sick vibrórgão de controle do pasto

VIIII{All rite!}VIIII
erguendo muros à sua margem
sem mel e lanças à máiscara
teleociliam os degraus de gen, o sítio
distendido em veneno e veneno
ou troço féu a trofia

X{Miss A}X
pia da noscente não tem'm, mais traças
batina de gola para todos no coro
ante o bafo, bufo ria
torrentes de baby beefs, catacombes sob os mosteiros
laicifício, o que dá o que come, sacrócio

XI{Ascese ao Ascéptico}XI
serpente precede à escala anterior à queda
lítio urgia pragma ungida em chofre
rastejado por dez esfinges de nomes santos
e normes genitálias com faces de mônios
tudo por ídolos da hera dormena

XI{Ascese ao Ascéptico}XI
quando a pedra estava irg'rija
vai da dívia o enclausuramanto
ecolatri{n}a das chaves e maldicção dos umbrais
me séria através das fhomens, p’hortas de daninhas
pass no burosuicraticídio

XII{O Transbordamento da Seca}XII
a causa chuva se em foco
em vésperas de viagem com a lama por l’ímpar
enxame de moscas brancas rompendo as redes
dodes{a}tin prosaico corrupmér
onde se parem cem maçãs por estigma

XIII{Marcha Ré que End}XIII}
são os lábios que nó cruzamento de olhares
se desnudem gargulanta cortina crepúsculo vox
agora com a abóbada coronária aberta
fende também o peito retorcido, nasce anlux
não pecando por medo da fraqueza de sermos humildes


{Pausa de treze compassos e finalizam todos em uníssono}
igns index ignor, mas tentamos... tentamos...

Vermelhazul

Viola, flauta, gaita, risos e roteiros rasgados. Kieslowsky ouve a areia branca na orelha de Kusturica.

"Não parece com, é!"

Pianística Uterotomia


07/04: Descer a rampa central do SESC Pompéia em procissão fúnebre com o piano.
16/04: Dissecação do corpo pianístico com aparelhagem eletroacústica e os úteros de alto-falantes dançam o som entre o público.
30/04: Quatro horas sem movimento em um ícone imagético ao piano, para que dele brote um silêncio.